segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Grupos espanhóis ganham mais concessões de rodovias

Grupos espanhóis ganham mais concessões de rodovias
Da Redação
http://www.diariodoturismo.com.br

Nem só jogadores de futebol os espanhóis estão contratando. Mas também estradas. As empresas OHL e Acciona arremataram nesta terça-feira (9), 6 dos 7 lotes de rodovias federais oferecidos pelo governo à iniciativa privada. Foram 30 consórcios nacionais e estrangeiros que participaram da disputa São nada mais do que 2.278 quilômetros de estradas no Sul e Sudeste. A OHL pertence ao grupo espanhol Obascon Huarte Lain (OHL), do ramo de construção e serviços e dono de 12 concessionárias de estradas na Espanha, México, Chile e Argentina, além do Brasil. A OHL obteve 5 rodovias no leilão de terça-feira a saber: Régis Bittencourt, Fernão Dias, Curitiba-Florianópolis, divisa ES-RJ até Ponte Rio Niterói e Curitiba até divisa SC-RS. A OHL foi a empresa, dentre todas as participantes, que apresentou os menores valores de cobrança de pedágio. O total de investimentos nos cinco lotes está estimado entre R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões nos próximos cinco anos

A Acciona Brasil pertence ao grupo espanhol Acciona, de infra-estrutura e energia, resultado da fusão das construtoras espanholas Cubiertas e Entrecanales y Távora. A rodovia obtida no leilão pela Acciona é a BR-393, da divisa MG-RJ ao entroncamento com a Via Dutra.

A OHL, que já detém 1.147 de estradas em quatro concessões no interior de São Paulo fez surpreendentes ofertas durante o leilão, com propostas cujo deságio variou de 39,35% a 65,43%, ganhando os trechos rodoviários mais cobiçadas da Régis Bittencourt (BR 116) e a Fernão Dias (BR381). A OHL está no Brasil desde 1998, quando passou a administrar a Autovias, a Centrovias, a Vianorte e a Intervias

Estas concessões vão criar mais 36 pedágios no País que serão bidimensionais, pagando-se na ida e na volta. Os pedágios só começarão a operar em julho de 2008.

Os vencedores terão 60 dias para formalizar a criação da Sociedade de Propósito Específico (SPE) que vai operar os trechos. Elas terão também seis meses para adequar as estradas a padrões mínimos de qualidade, medida que exigirá investimentos de R$ 250 milhões.

Nenhum comentário: