quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Entrevista Exclusiva e Inédita com Jorge Paulo Lemann


Os 18 princípios de uma vitoriosa cultura de gestão no Brasil
Em entrevista exclusiva a HSM Management, o empresário Jorge Paulo Lemann conta o que diferencia uma cultura gerencial competitiva e feita para durar. Ele, seus sócios, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, e outros colaboradores são os co-autores. Aqui você tem uma das perguntas dessa entrevista. Para ler na íntegra assine HSM Management.

Qual foi a gênese dessa cultura gerencial vencedora?
Nossa cultura teve origem no Banco Garantia, onde estávamos o Marcel, o Beto [Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, respectivamente], eu e alguns outros sócios. Foi uma cultura que desenvolvemos copiando pessoas que achávamos eficientes e adaptando a nossa maneira de ser.

Entre nossas grandes influências estiveram o melhor banco de investimentos no mundo hoje em dia, o Goldman Sachs –com eles aprendemos a meritocracia, o treinamento intenso e a necessidade de dar oportunidades para as pessoas–, o Wal-Mart –com o fundador Sam Walton aprendemos que, para chegar ao pote de ouro no fim do arco-íris, tem de ter calma para percorrer todo o arco-íris, além de motivar muito os funcionários, tratá-los bem e aos clientes também– e a General Eletric –não tivemos contato direto com eles, como foi nos outros dois casos, mas sempre lemos tudo o que saía sobre Jack Welch; os relatórios anuais da GE eram nossa Bíblia. Baseados nessas três vertentes e mais no que estávamos aprendendo ao fazer os negócios, fomos construindo nossa própria cultura.

Como você a descreveria?
Alguns parecem achar que se resume a ser workaholic, vestir calça cáqui e camisa jeans, ganhar bônus... [risos]

Basicamente nossa cultura acredita que o indivíduo deva agir como dono e também acredita em sua competência para fazer as coisas essenciais acontecerem. É uma cultura que crê ainda que as pessoas têm de trabalhar juntas e numa direção comum, do sonho grande. E, importante, é uma cultura que aposta em rachar lucros. Nunca fomos o tipo de empresário que quer os lucros todos para si e vê o resto como “os índios”; somos as pessoas que mais milionários colocamos na praça, provavelmente, e temos o maior orgulho disso. Também é uma cultura que privilegia as coisas simples. O resto da cultura é trabalhar duro, muito duro –não tem moleza, não– e “pra burro”. E uma parte essencial é muita comunicação; tudo é falado abertamente, nem parede temos em nossas salas, e todo mundo se preocupa em educar o outro sobre gestão. Até porque, dentro da nossa cultura, ninguém progride se não criar um substituto. Nossa cultura básica está explicitada em 18 pontos que, juntos, formam uma cultura sólida. Eu francamente me surpreendo às vezes quando estou lá no fim do mundo e vem alguém defendendo esses pontos com uma veemência com que eu talvez jamais tenha defendido. (o quadro com os 18 Princípios da vitoriosa cultura de gestão, está na página 5 da edição 66 da revista HSM Management nas bancas a partir do dia 28 de janeiro ou acesse o site para assinar a revista)

Um comentário:

Tais disse...

Essa manchete que vc colou deu a impressão que era a entrevista completa.

Abs,
Tais
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